segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DOENÇA DE PARKINSON


A doença de Parkinson (DP), descrita por James Parkinson em 1817, é uma das
doenças neurológicas mais comuns e intrigantes dos dias de hoje. É uma doença de
distribuição universal e atinge todos os grupos étnicos e classes sócio-econômicas. Estimase uma prevalência de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes. Sua incidência e prevalência aumentam com a idade.
Do ponto de vista patológico, a DP é uma doença degenerativa caracterizada por
morte de neurônios dopaminérgicos da substância nigra e por inclusões intracitoplasmáticas destes neurônios, conhecidas como corpúsculos de Lewy, que provoca rigidez dos músculos, tremores, redução da mobilidade e desequilíbrio.
CAUSAS
Há ocasiões em que se pode conhecer a causa. Em alguns casos, a doença de Parkinson é uma complicação tardia da encefalite viral (uma infecção semelhante à gripe)
relativamente pouco frequente mas grave que causa a inflamação do cérebro.
Noutros casos, a doença de Parkinson deve-se a processos degenerativos, fármacos ou produtos tóxicos que interferem ou inibem a acção da dopamina no cérebro.
SINTOMAS
Os principais sintomas desta doença são:
rigidez dos músculos;
tremores (geralmente nas mãos ou de um lado do corpo);
lentidão nas actividades manuais;
o andar torna-se extremamente difícil, a pequenos passos;
os membros superiores não seguem o ritmo normal da marcha;
a voz torna-se baixa e monótona.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito pelos sintomas e sinais que o paciente apresenta e pelo exame clínico que o médico realiza. Embora neurologistas geralmente concordem que o diagnostico da DP requer a identificação de alguma combinação dos sinais motores cardinais (tremor de repouso, bradicinesia, rigidez roda denteada, anormalidades posturais), uma classificação clínica padrão ainda não foi obtida.
Exames de tomografia ou ressonância servem para afastar alguma dúvida quanto à possibilidade de diagnóstico de outras doenças que podem às vezes imitar a Doença de
Parkinson.
TRATAMENTO
Atualmente não existe cura para esta doença mas várias medidas terapêuticas podem proporcionar o alívio dos sintomas.
Esta patologia pode ser medicada com fármacos que conduzam a um aumento dos níveis de dopamina no cérebro. A dopamina não pode ser usada directamente, porque não passa a barreira hemato-encefálica (BHE). Usam-se assim precursores da dopamina como o levodopa, agonistas da dopamina ou inibidores das enzimas que actuam sobre a dopamina removendo-a, como sejam a monoamino-oxidase-B (MAO-B) e a catecol-O-metil-transferase (COMT).
Nem todos os doentes necessitam de medicamentos, estes estão reservados para aqueles cujos sintomas são muito intensos e de grande influência negativa na sua vida diária.
Nem todos os indivíduos reagem da mesma forma à medicação, é necessário tempo e paciência para se alcançar a dose para o indivíduo em causa. Por vezes, não se consegue aliviar todos os sintomas por completo.
Cirurgia Poucos casos são resolvidos com operação. O tratamento cirúrgico é
indicado para controlar alguns sintomas, como tremores ou rigidez muscular.

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